Elenco de alunos do Colégio Cascavelense apresenta o roteiro do esquete da Seca do 15, na Casa da Fazenda Não Me Deixes da escritora Rachel de Queiroz. Sentada ao centro a guia e amiga da escritora, Rosita Ferreira
Elenco de alunos do Colégio Cascavelense apresenta o roteiro do esquete da Seca do 15, na Casa da Fazenda Não Me Deixes da escritora Rachel de Queiroz. Sentada ao centro a guia e amiga da escritora, Rosita Ferreira

Na 23ª edição do Dia da Terra, o Colégio Cascavelense inovou adentrando o Sertão Central cearense e tendo a honra de visitar a cidade de Quixadá, palavra que em Tupi-Guarani significa “pedra da ponta curvada”. Nome bastante apropriado visto que os incríveis monólitos presentes na região são cada dia mais “curvados” e modelados pela ação dos fatores exógenos do relevo, ou seja, pelo intemperismo e a erosão.

Quixadá fica no centro do sertão cearense sendo o maior município da região. Destaca-se o Açude Cedro com a “Pedra da Galinha Choca”, o monólito símbolo da cidade a 5 quilômetros do centro da cidade. O “bico da galinha” está bastante comprometido pela força dos fatores exógenos, vem “caindo”, prova que estas rochas estão sendo esculpidas a cada dia.

Na História, foi abordada as origens e descendência da população do Quixadá, um pouco sobre o açude no qual a ordem de construção foi autorizada por D. Pedro II, no entanto começou a ser construído somente em 1890 com aspectos escravistas em uma república recém-proclamada, inaugurado em 1906 com a finalidade de combater a seca e facilitar o comércio entre as regiões. Vale relatar que seu sangradouro só foi ativado oito vezes desde a construção até esta data, e que entre o projeto e sua finalização levou 25 anos para ser construído.

Todos vislumbraram a estrada de ferro construída por escravos no século XIX, atendendo à exportação de algodão para a Inglaterra. A 27 quilômetros do centro de Quixadá, os alunos conheceram a “Fazenda não me deixes”, de Rachel de Queiroz (1910-2003), escritora, tradutora, jornalista e romancista autora de “O Quinze”.

Através das narrativas da amiga Rosita Ferreira, que conviveu muitos anos com a “Raquelzinha”, como a tratava, tivemos a oportunidade de conhecer locais preferidos e detalhes preciosos da vida da primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras-ABL, em 1977. Na fazenda fluiu todo um ar de encanto, desde a entrada com a vegetação de Pau Branco Louro trazido pela escritora e lá plantado, e pela envolvente apresentação do esquete “Centenário da Seca do 15”, dirigido por Eduardo Henrique e encenado pelo elenco do Grupo de Arte do Cc.

A delegação, composta por 10 gestores, professores e 76 alunos, almoçou no Restaurante Itajubá. O transporte, em dois ônibus, saiu de Cascavel às 6:50h e retornou às 18:45h. Todos desfrutaram de um sábado (18 de abril) ensolarado e quente do Nordeste Brasileiro.

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