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No ano do centenário de Humberto Teixeira (1915 – 1979), o Colégio Cascavelense – Cc homenageia o homem que ensinou o Brasil a dançar o baião. Com o tema “Asa Branca”, música assinada por Luiz Gonzaga em parceria com Humberto, a homenagem ganha destaque especial na 24ª edição do Arraiá de Sant’Antônio, que será realizado no dia 13 de junho.

“Eu vou mostrar pra vocês como se dança o baião. E quem quiser aprender, é favor prestar atenção”. Essa foi a senha para o surgimento de um novo estilo musical, uma nova dança e uma nova febre no Brasil dos anos 1940. Meio sensual, meio agitado e coberto de energia para subir dos pés até a cintura, o baião chegou para mudar o ritmo do País. Um dos responsáveis por armar esta bomba musical foi o cearense Humberto Teixeira, que ao lado de Luiz Gonzaga (1912 – 1989), fez o povo voar agarrado nas penas de Asa Branca.

Cearense de Iguatu, Humberto Teixeira nasceu em 5 de janeiro de 1915 e, logo cedo, mostrou que levava jeito para a música. Aos 13 anos, já compunha e editava canções, como a iniciante Miss Hermengarda. Aos 15, partiu para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito. Nem por isso largou a música, sendo gravado por nomes como Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Orlando Silva. No entanto, nenhum nome foi tão importante nessa história quanto o do Rei do Baião. Cercados de sanfona, zabumba e triângulo, que tocaram sucessos como Assum preto, Qui nem jiló e Respeita Januário, Humberto e Luiz ganharam o Brasil mostrando um Nordeste sofrido, mas feliz e balançado.

Asa Branca

Há 68 anos, Luiz Gonzaga entrava no estúdio da RCA para gravar uma toada chamada Asa Branca, a primeira parceria sua com o cearense Humberto Teixeira, o maior clássico da música nordestina em todos os tempos, com mais de 500 regravações no Brasil e mundo afora.

O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro que pode chegar a ser muito intensa, a ponto de fazer migrar até mesmo a ave asa branca (Patagioenas picazuro, uma espécie de pombo também conhecido como pomba-pedrês ou pomba-trocaz ). A seca obriga, também, um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor. Há uma continuação de Asa Branca, intitulada A Volta da Asa Branca, que trata do retorno do retirante e de sua nova vida no Nordeste.

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